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BITCOIN

Algumas interpretações erradas sobre Bitcoin

Vamos descortinar as existentes e constantes polarizações sobre as falsas interpretações em redor da bitcoin.

Bitcoin é um sistema monetário descentralizado de pessoa para pessoa, de código aberto, inventado por uma pessoa ou grupo anónimo chamado Satoshi Nakamoto que permite armazenar e transmitir valor que não depende de um banco, entidade ou governo.

Talvez este artigo ajude alguns céticos, investidores ou especuladores a perceber melhor sobre Bitcoin e as criptomoedas.

Vamos falar sobre alguns temas que normalmente são questionados, mas pouco escrutinados:

  • Bitcoin é uma bolha
  • Bitcoin é utilizado para atividades ilegais
  • Bitcoin gasta muita eletricidade
  • Bitcoin é muito volátil
  • Bitcoin não funciona como dinheiro
  • O valor intrínseco da Bitcoin
  • Governos vão banir a Bitcoin

Bitcoin é uma bolha

Muitas pessoas veem a Bitcoin numa bolha, o que é compreensível. Especialmente para quem olhava para o gráfico linear em 2018 ou 2019, a Bitcoin parecia ter atingido o seu pico no final de 2017, depois de uma subida pouco fundamentada na sua valorização de qual imaginavam que jamais seria alcançado.

Este gráfico de preço linear vai do início de 2017 ao inico de 2019 e mostra como parecia uma bolha clássica:

Gráfico: CoinGecko.com

Muitos hoje continuam a pensar que ainda é uma bolha. Veremos. No entanto, parece muito mais racional quando olha para o gráfico logarítmico de longo prazo, especialmente no que se refere ao ciclo de redução pela metade de 4 anos da Bitcoin (halving).

Gráfico: https://digitalik.net

Uma redução pela metade refere-se a um ponto pré-programado na blockchain (a cada 210.000 blocos) quando a taxa de fornecimento de novos bitcoins gerados a cada 10 minutos é cortada para metade.

Durante o primeiro halving a moeda chegou a valer no seu pico mais de $20 dólares por Bitcoin. O segundo halving teve um aumento bastante acentuado relativo ao anterior, onde a Bitcoin atingiu mais de $1.000 dólares no seu pico. O terceiro, e o maior de todos, com o pico a atingir perto de $20 mil dólares.

Desde maio de 2020, entramos no quarto halving e veremos o que acontece este ano de 2021, pelo menos começou bem, janeiro já atingiu $40 mil dólares uma Bitcoin. Historicamente, esta é uma fase de alta para o Bitcoin, já que a procura permanece muito forte, e a nova oferta está muito limitada, com uma grande parte da oferta existente mantida em mãos fortes.

O site Compound Advisors fez uma estimativa dos últimos 10 anos de vários activos comparados com a Bitcoin e os números falam por si.

Podemos dizer que nesta ultima década a Bitcoin levou a melhor sobre outros activos pela oitava vez!

Bitcoin hoje é o activo mais procurado pelas instituições, fundos, governos e investidores privados.

Nome como:

Paul Tudor Jones, Stanley Druckenmiller, Jack CEO da Square, Michael Saylor, Chamath CEO da Social Capital, Novograz CEO da Galaxy Digital, Rick Rieder, icardo Salinas Pliego, Tim Draper, CathieDWood CEO da ARK Invest, Abby Johnson, David Swensen, Bill Miller e muitos mais, estão todos os dias a investir em Bitcoin.

Por exemplo, hoje é publicada uma notícia que a empresa One River, gestora de activos fez um dos maiores investimentos em criptomoedas de todos os tempos, de acordo com o exchange Coinbase.

Ao longo dos últimos anos / meses temos visto muitas empresas a criarem condições para que outras empresas, instituições e milionários possam investir “legalmente” na Bitcoin e criptomoedas.

Bitcoin está cada vez mais regularizada pelos governos, fazendo a “legal” para investir, basta ver as empresas como a PayPal, Cash App, GrayScale, MicroStrategy, vários fundos e outras mais, era impossível estas empresas investirem na Bitcoin se não fosse regularizada ou estivesse numa bolha.

Pode ver a lista no site da Bitcoin Treasuries que é actualizada todos os dias sobre as empresas reguladas que estão a fazer grandes investimentos em Bitcoin e criptomoedas.

Bitcoin é utilizado para atividades ilegais

Nos primeiros anos a Bitcoin foi utilizada pelos Cyberpunks, inovadores, especuladores, algumas compras e actividades criminosas como a Silk Road.

Este ultimo exemplo com o tempo tornou-se cada vez menos relevante porque, hoje praticamente ninguém utiliza a rede Bitcoin para efectuar actividades ilegais, com o tempo a Blockchain tornou-se mais fácil de rastrear devido ao desenvolvimento de novos ‘softwares’ de inquirição e regulamentação.

Embora todas as transações estejam na base de dados pública (Blockchain), existem etapas para distanciar o utilizador da transação, tornando as transações em Bitcoin difíceis de rastrear.

No entanto, métodos cada vez mais sofisticados, combinados com as políticas de “Conheça o seu cliente” (KYC) nos principais pontos de entrada de fiat-to-cripto, como os exchanges, tornaram essas transações muito mais fáceis de serem rastreadas com o tempo. Hoje empresas como a Chainalysis e CipherTrace são utilizadas pelas autoridades para rastrear criminosos mais facilmente.

De acordo com as Nações Unidas sobre Drogas e Crime, estima-se que 2% a 5% do PIB global – ou $800 mil milhões a $2 bilhões de dólares – sejam lavados a cada ano, grande parte é em dinheiro fiduciário.

Bancos existem há largas décadas e continuam a ser utilizados para lavagem de dinheiro e operações ilícitas um pouco por todo o mundo, mas a Bitcoin e as criptomoedas que só existem há uma década é que são o problema maior?

A rede de fiscalização de crimes e reguladora financeira (“FinCEN”), uma agência do Departamento do Tesouro Americano encarregado de combater a lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e outros crimes financeiro, fala de um “relatório de atividades suspeitas” que oferece uma janela para a corrupção financeira e como os governos são incapazes ou não querem detê-la. Lucros de guerras de drogas mortais, fortunas desviados de países em desenvolvimento e economias suadas roubadas em esquemas Ponzi, todos fluem através de instituições financeiras, apesar das advertências dos funcionários dos bancos.

E para terminar, milhares de documentos obtidos por jornalistas revelam que biliões de dólares em dinheiro sujo foram movimentados em todo o mundo.

Todos sabem que dinheiro fiduciário (papel) é o mais utilizado nas drogas ilícitas. Se utilizassem as criptomoedas facilmente seriam apanhados.

Todos os bandidos tentam arranjar soluções para fugir à lei, independente do método utilizado, claro que a Bitcoin e criptomoedas vão ser utilizadas, como todos os outros métodos antigos e mais que conhecidos de todos mesmo sendo regulados.

Hoje no marcado das criptomoedas o maior risco reside na falta de informação e educação que na utilização para fins ilegais. As pessoas perdem o seu dinheiro (Bitcoin ou outras criptomoedas) porque são descuidadas, não sabem controlar / guardar a chave-privada, investem sem fazer as diligências necessárias e por último vão atrás de lucros rápidos que em 99% dos casos são esquemas para roubar as suas moedas.

A culpa não é das criptomoedas ou Bitcoin, mas da falta de educação e informação necessária para as pessoas não serem enganadas.

Bitcoin gasta muita eletricidade

O facto é que a mineração da Bitcoin requer uma quantidade substancial de energia, isso naturalmente traz preocupações ambientais, especialmente se medidas não fossem tomadas.

Da mesma forma, minerar ouro também utiliza muita energia. Para cada moeda de ouro, é gasto muito dinheiro, energia e tempo na exploração e extração.

São necessárias várias toneladas de rocha processada para a criação de uma barra de ouro, porém, a eletricidade é apenas um dos muitos recursos num processo que tem muitas restrições que resultam na utilização de recursos não renováveis, como o carvão e petróleo, com repercussões ambientais de longo alcance.

Na verdade, essa energia é o que dá valor ao ouro e o que o tornou internacionalmente reconhecido como dinheiro por milhares de anos. O ouro é basicamente energia concentrada, trabalho concentrado, como uma reserva densa de valor que não se desgasta com o tempo.

Podemos utilizar uma comparação feita entre a Bitcoin e vídeo jogos, num artigo bem elaborado, com o recurso a um estudo incrivelmente completo de uma equipa de investigadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley sobre o consumo de energia com videojogo na Califórnia em 2018. Este artigo demonstra que videojogos a nível mundial consome mais 46% do que o consumo total de mineração de Bitcoin em novembro de 2019.

Imagem: cryptoevents.global

O alumínio é um dos elementos mais abundantes na crosta terrestre, mas também é o que consome a mais elevada quantidade de energia para a sua obtenção, além das implicações ecológicas negativas no rejeito dos subprodutos do processo de reciclagem, ou mesmo de produção do alumínio primário.

Um estudo apresentado pela Comissão Europeia sobre o custo de produção de energia diz que a indústria do alumínio é responsável por cerca de 75% do consumo de eletricidade e, de facto, os preços da eletricidade em alguns países são indexados ao preço do alumínio.

O alumínio requer substancialmente mais energia por US $ gerado do que todos os outros ativos. Revelado por outro estudo, apresentado pela nature em 2018.

Visa utiliza muito menos energia do que a Bitcoin, mas requer centralização completa e é construído em cima de uma abundante moeda fiduciária.

Não há limite para quantos dólares, euros ou ienes podemos imprimir, no entanto, os bancos constantemente multiplicam com um simples toque de teclado.

No entanto, o mundo faz isso de qualquer maneira, porque o valor deriva da sua utilização e necessidade em comparação com o valor que teve de ser investido para obtê-lo.

Da mesma forma, a Bitcoin consome muita energia, porque tem muito poder de computação a proteger constantemente o seu protocolo, em comparação com inúmeras outras criptomoedas que são fáceis de atacar ou insuficientemente descentralizadas.

A questão então é se a energia associada à Bitcoin é bem utilizada. A Bitcoin justifica a sua utilização de energia? Agrega valor suficiente para a sua segurança?

Até agora, o mercado diz que sim. Um sistema monetário digital descentralizado, separado de qualquer entidade soberana, com uma política monetária baseada em regras programadas e escassez inerente, dá às pessoas de todo o mundo uma escolha, que algumas delas utilizam para armazenar valor e / ou para transmitir esse valor para outras.

Os que vivem em mercados desenvolvidos que não tem que lidar com uma inflação rápida podem não ver a necessidade disso, mas inúmeras pessoas em mercados emergentes experimentam muitos casos de inflação severa como exemplo a Venezuela, percebem muito bem sem grandes explicações a necessidade de uma moeda como a Bitcoin nas suas vidas.

A mineração utiliza vários processos para reduzir o seu custo de produção, barragens hidrelétricas e energia derivada do carvão são utilizadas pelos chineses, outras empresas utilizam poços de petróleo e gás na América do Norte. Recentemente em Texas foi criada a maior mina Bitcoin, porque este estado é de longe o maior gerador de energia eólica dos Estados Unidos, que produz energia barata.

O equipamento para minerar Bitcoins é móvel e, portanto, pode ser colocado rapidamente perto de qualquer fonte de energia mais barata ou ociosa.

A Square empresa americana de pagamentos lançou uma iniciativa de investimento em energia limpa para a Bitcoin. Investiu $10 milhões de dólares para apoiar empresas a impulsionarem as energias renováveis no ecossistema Bitcoin.

A mineração de Bitcoins converte a produção dessas fontes de energia paradas e baratas em algo que atualmente tem valor monetário.

Bitcoin é nova, tem os seus problemas, mas como vemos, estão a ser solucionados e no futuro esse problema já não existe.

Fazer comparações sobre a mineração da Bitcoin é muito superficial e deturpadora. Não ter em consideração dois factores muito mais importantes do que a quantidade de energia consumida. As empresas de mineração sempre tentarão reduzir o preço da energia e o consumo tanto quanto possível, enquanto tentam encontrar recursos de energias renováveis para tornar os processos mais baratos e eficientes que permite reduzir custos de produção.

Bitcoin é muito volátil

Bitcoin é promovido como uma reserva de valor e meio de troca, mas tem um histórico de preços muito volátil devido à sua baixa capitalização e pouca liquidez. Isso leva, novamente de forma compreensível, aos investidores a dizerem que não é uma boa reserva de valor ou meio de troca e, portanto, falha numa coisa que foi projetada para fazer, que é, ser dinheiro para ser utilizado diariamente.

E essas pessoas estão com alguma razão. Hoje Bitcoin não é o ativo no qual possa colocar dinheiro para um fundo de emergência ou para o pagamento da prestação da sua casa ou ainda economizar por 6 meses e depois efectuar pagamentos de dívidas. Quando definitivamente precisa de certa quantidade de moeda num horizonte de tempo de curto prazo, o Bitcoin não é o ativo preferido.

Isso ocorre porque é uma reserva emergente de valor, com cerca de 12 anos de existência, e, portanto, carrega consigo um grau significativo de crescimento e especulação.

A sua capitalização de mercado está a crescer com o tempo, com mais de 60% de domínio sobre todas as outras criptomoedas juntas, sendo o ativo no mercado das criptomoedas com a maior relevância. Veremos se continua a fazê-lo e se consegue tornar-se numa moeda liquida e com uma boa capitalização que permite ser menos volátil.

Para que a capitalização de mercado do Bitcoin pudesse crescer de $25 milhões para $250 milhões ou de $2,5 mil milhões para $250 mil milhões, o valor atual acima de $695 mil milhões de dólares, é necessária volatilidade, em especial, oscilações para cima (que, como é claro, vem com volatilidade negativa associada).

À medida que cresce, sua volatilidade diminui com o tempo. Se a Bitcoin vier a tornar-se numa classe de ativos de $2,5 bilhões, um dia, com uma participação mais disseminada, a sua volatilidade provavelmente será bem menor do que é agora.

Por enquanto, tem volatilidade e não podemos negar, mas necessita dessa volatilidade se quiser continuar a crescer. A base tecnológica da Bitcoin como uma reserva descentralizada de valor é bem projetada e mantida, tem todas as peças bem delineadas que precisa. Só precisa crescer e de se tornar o que pode ser, vamos ver se isso acontece. Até hoje, tudo prova que sim.

É como se alguém identificasse um novo activo e as pessoas começassem a descobrir utilidade para esse activo, e ele experimentasse um período de rápido crescimento e alta volatilidade no preço, até que passado algum tempo, começasse a estabilizar e a volatilidade ficasse normal.

Hoje estamos mais perto do caminho de redução da volatilidade na Bitcoin, com uma capitalização perto de um bilião, já vemos correções bastante inferiores.

Bitcoin não funciona como dinheiro

Uma crítica comum à Bitcoin é que o número de transações que a rede pode processar por 10 minutos é muito baixo em comparação com, digamos, o Visa. Isso limita a capacidade de a Bitcoin ser utilizada para transações diárias, como comprar café.

Na verdade, isso desempenhou um papel fundamental em 2017 entre Bitcoin e Bitcoin Cash. Os proponentes do Bitcoin Cash queriam aumentar o tamanho do bloco, o que permitiria à rede processar mais transações por minuto.

No entanto, com qualquer protocolo de pagamento, há uma compensação entre segurança, descentralização e velocidade. Quais as variáveis ​​a maximizar é uma escolha de implementação, atualmente é impossível maximizar os três.

O Visa, por exemplo, maximiza a velocidade para lidar com inúmeras transações por minuto e tem segurança moderada dependendo de como a mede. Para fazer isso, desiste completamente da descentralização, é um sistema de pagamento centralizado, administrado pela Visa. E, claro, depende da moeda subjacente, que no que lhe concerne é uma moeda fiduciária do governo e centralizada.

Bitcoin, por outro lado, maximiza a segurança e a descentralização, ao custo da velocidade. Ao manter o tamanho dos blocos pequenos, é possível que as pessoas em todo o mundo executem as próprios transacções, retendo a base de dados (Blockchain) completa no seu computar (ou tendo acesso à mesma por uma carteira Bitcoin), que podem ser utilizadas ​​para verificar a Blockchain inteira.

A ampla distribuição dessas redes (mais de 10.000 “nós“, que são computadores que armazenam a Blockchain inteira) ajuda a garantir a descentralização e a verificação contínua da Blockchain.

A Bitcoin Cash em comparação, aumenta potencialmente a taxa de transferência das transacções com a utilização de blocos maiores, mas ao custo de menos segurança e menos descentralização. Além disso, ainda não chega nem perto da Visa em termos de velocidade de transferência, então, acaba por não maximizar nenhuma vantagem em relação à Bitcoin.

Devemos pensar sobre a Bitcoin como uma camada de liquidação ideal. Pois combina uma moeda / activo escasso com recursos de transmissão e de verificação e tem uma grande quantidade de segurança que a confirma com o activo super seguro. Na verdade, é por isso que torna Bitcoin x Visa uma comparação inadequada.

Visa é apenas uma camada em cima de camadas mais profundas de liquidação, com bancos comerciais e outros sistemas envolvidos na sua superfície, enquanto a Bitcoin é a mais como a base ou a superfície como os bancos.

O sistema bancário global apresenta uma base extremamente má, quando bem analisado. As transferências electrónicas, por exemplo, geralmente levam dias para serem liquidadas e com custo muito elevados quando se fala de transferências internacionais. Não pagamos compras do dia a dia com uma transferência electrónica por esses motivos, este método principalmente é utilizado para transacções grandes ou importantes.

No entanto, o sistema bancário criou camadas adicionais sobre a base para poder escalar no sentido de melhorar os pagamentos e liquidações. Agora temos coisas como cheques em papel, cartão de débito, cartão de crédito, Mbway, PayPal e assim por diante.

Os consumidores podem utilizar esses sistemas para realizar um grande número de transacções de menor valor, e os bancos subjacentes fazem acordos entre si com transacções maiores e mais básicas com menos frequência. Cada forma de pagamento é uma troca entre velocidade e segurança. Bancos e instituições estabelecem entre si as camadas mais seguras, enquanto o consumidor utiliza as camadas mais rápidas para o consumo diário.

Da mesma forma, existem protocolos como a Lightning Network e outros conceitos como os contratos inteligentes que são construídos em cima da rede da Bitcoin, o que aumenta a escalabilidade da Bitcoin. O Lightning pode realizar toneladas de transações rápidas entre as contrapartes e após fechadas as mesmas (independente da quantidade) adiciona-as à blockchain da Bitcoin numa transação. Isso permite reduzir as taxas e as limitações de largura de banda por pequenas transações muito rápidas e eficazes.

Temos de olhar para a Bitcoin como a base de sistema financeiro a qual podemos construir camadas de outras ferramentas que permitem dar velocidade à rede. Como um banco, que depois tem todas as camadas de transacções a serem efectuadas por terceiros para permitir a velocidade e escalabilidade da rede.

O valor intrínseco da Bitcoin

Os activos digitais certamente podem ter valor. Em termos simplistas, imagine um hipotético jogo multiplayer online jogado por milhões de pessoas em todo o mundo. Se um dos items introduzidos pelo criador fosse a arma mais forte do jogo, e houvesse apenas uma dúzia delas disponíveis, e vamos contar que de alguma forma é possível vendê-las para outros utilizadores. Pode apostar que o preço por aquela arma digital disparava em valorização.

A utilidade da Bitcoin permite às pessoas armazenar valor fora de qualquer sistema monetário (idêntico ao ouro) em algo com unidades comprovadamente escassas e de fácil envio para qualquer parte do mundo. O seu fundador, Satoshi Nakamoto, resolveu o problema de gasto duplo e elaborou um protocolo bem projetado que possui unidades escassas que podem ser negociadas de forma descentralizada e sem a necessidade de uma entidade centralizada como um estado ou instituição.

Em termos de utilidade, só para fazer uma pequena comparação, tente trazer $ 250.000 mil dólares em ouro através de um aeroporto internacional em vez de trazer $ 250.000 em Bitcoins, numa pequena carteira digital ou através de um aplicativo no seu telefone, ou se for bom a fixar, pode sempre lembrar-se de uma frase-acesso de 12 palavras.

Além disso, a Bitcoin é mais facilmente verificável do que o ouro, mesmo sendo considerado um ativo de reserva e utilizado como garantia. É mais fácil de transferir do que o ouro e tem um limite de 21 milhões de moedas tornado-a mais escassa. O ouro pode ser adulterado ou plagiado com maior facilidade.

Comparada a todas as outras criptomoedas, a Bitcoin tem de longe o efeito da rede mais forte numa ordem de magnitude sempre superior a 60%, deste modo, é a mais segura em termos de descentralização e a quantidade de poder de computação, para alguém conseguir atacar teria de despender grandes quantidade para conseguir atacar a rede, mas mesmo assim podia não alcançar.

Existem milhares de criptomoedas, mas nenhuma delas foi capaz de rivalizar com a Bitcoin quer em termos de capitalização de mercado, descentralização, omnipresença, política monetária firme e segurança de redes combinadas.

Algumas outras moedas / tokens apresentam novos avanços em privacidade, ou contratos inteligentes que podem permitir todas as condições de interrupção tecnológica em outras indústrias, mas nenhuma delas é um grande desafio para a Bitcoin em ser uma reserva emergente de valor. Algumas delas podem funcionar bem com a Bitcoin, mas não no lugar da Bitcoin.

Bitcoin é a melhor no que faz, e num mundo de juros negativos nos mercados desenvolvidos e uma série de falhas de algumas moedas nos mercados emergentes, o que faz tem utilidade. A questão importante é quanta utilidade terá no futuro.

O preço da Bitcoin é muito bem pensado em todo o protocolo, como já referido, é dividido em 21 milhões de moedas sem possibilidade de produzir mais (cada uma das quais é divisível em 100 milhões de sats), combina o próprio ativo com o processo de validação das transações por mineração e número de novas moedas produzidas a cada 10 minutos diminui para metade a cada quatro anos tornando-a mais escassa.

O valor do protocolo cresce à medida que mais indivíduos e instituições utilizam a rede para guardar, transferir e verificar o valor, e pode diminuir se menos pessoas a utilizarem.

A capitalização total de mercado do ouro é estimada em mais de $10 biliões de dólares. O Bitcoin poderia chegar a 10% disso? 25%? Metade? Paridade? Ninguém sabe. Mas está bem encaminhada!

Governos vão banir a Bitcoin

Outra preocupação legítima que as pessoas têm é que, mesmo que a Bitcoin tenha sucesso, isso fará com que os governos o banam. Alguns governos já o fizeram. Portanto, enquadra-se mais na categoria de “risco” do que num “equívoco”.

Há precedentes caso aconteça. Em 1933 a 1975 os Estados Unidos tornaram a posse de ouro ilegal para os americanos, excepto em pequenas quantidades como joias e itens colecionáveis. Na terra dos “livres”, havia um metal amarelo benigno do qual podiam ser presos por possuir moedas e barras, simplesmente porque era visto como uma ameaça ao sistema monetário.

Houve um período de quatro décadas, de 1930 a 1970, em que manter dinheiro no banco ou em títulos soberanos não acompanhou a inflação, ou seja, as taxas de retorno eram negativas. O poder de compra dos poupadores diminuiu, pois, eles mantiveram esses ativos de papel.

Isto deveu a duas décadas inflacionárias: uma, na década de 1940 e outra na década de 1970. Houve alguns períodos no meio, como a década de 1950, em que o dinheiro e os títulos estiveram bem, mas durante todo esse período de quatro décadas, foram uma perda líquida em termos ajustados pela inflação.

Não é muito chocante, que uma das bombas de oxigénio para os investidores foi proibida durante esse período específico. O governo considerou que se tratava de uma questão de segurança nacional “evitar o entesouramento” e basicamente forçar as pessoas a apostar nos ativos de papel que perderam valor, ou em ativos mais económicos, como ações e imóveis.

Isso só foi possível quando o dólar era apoiado pelo ouro, o governo dos Estados Unidos queria possuir a maior parte do ouro e limitar a capacidade dos cidadãos de o adquirir. Hoje não existe esse apoio para o ouro ou Bitcoin e, por consequência, há menos incentivos para tentar bani-lo.

E a proibição do ouro era difícil de aplicar. Houve muito poucos processos judiciais sobre a propriedade de ouro, embora as penalidades no papel fossem severas.

A Bitcoin é descentralizado sem uma entidade, estado ou governo a controlar e, deste modo, não pode ser confiscado a não ser por legalização. No entanto, os governos podem proibir os exchanges e tornar ilegal a posse do Bitcoin, o que retiraria o dinheiro institucional e colocaria o Bitcoin no mercado negro.

Aqui está o problema. Hoje a Bitcoin tem mais de $700 mil milhões em capitalização de mercado. Empresas de capital aberto nas principais bolsas, MicroStrategy (MSTR), PayPal (PYPL) e Square (SQ), já a possuem, assim como uma variedade de empresas públicas em outras bolsas e mercados OTC, além de empresas privadas e fundos de investimento.

Grandes investidores como Paul Tudor Jones, Cathie Woods e Stanley Druckenmiller são investidores, assim como pelo menos um senador eleito dos EUA. A Fidelity e uma variedade de grandes empresas estão envolvidas em serviços de custódia de nível institucional. Os bancos americanos regulamentados pelo governo federal agora podem fazer custodia de criptomoedas. Todos os dias ouvimos novas empresas e investidores particulares a investir em Bitcoin.

Seria extremamente difícil para os principais mercados de capitais, como os Estados Unidos, a Europa ou o Japão, banir a Bitcoin e as criptomoedas, agora. Se, este ano (está muito próximo) ou nos próximos anos, a capitalização de mercado da Bitcoin atingir mais de $1 bilião, com mais e mais instituições a fazer investimento neste mercado, será cada vez mais difícil bani-la.

A Bitcoin já era um ativo incomum que se tornou semi-mainstream de baixo para cima, por meio da adoção do investidor que não era profissional com pouco dinheiro investido, devido à sua natureza inicial pouco regulamentada, especulativa e volátil.

Uma vez que a classe de investidores políticos também o possua, o que cada vez mais acontece, será extremamente difícil bani-la. Algum político que tentar bani-la, seria visto como um ataque aos balanços das empresas, fundos, bancos e grandes investidores que a detenham, e não seria popular entre milhões de eleitores que a adquiriram.

Acredite que a hostilidade regulatória ainda é um risco a ser observado, enquanto a capitalização de mercado estiver abaixo de $1 bilião, e o risco pode ser gerido com uma posição apropriada para a sua situação financeira se algo vier a acontecer, não terá problemas com essa perda.

Nunca investir o dinheiro que não pode perder!

Conclusão

Cada investidor tem a sua própria tolerância ao risco, convicção, conhecimento e metas financeiras.

Uma forma importante de gerir a volatilidade da Bitcoin é controlar o tamanho do seu investimento, em vez de o tentar transacionar com muita frequência.

Se a volatilidade do preço da Bitcoin o mantém acordado à noite, a sua posição provavelmente é muito grande. Se tiver uma posição de tamanho apropriado, é o tipo de ativo que deve ser deixado investido por algum tempo, em vez de tentar realizar lucros imediatos.

Esta estratégia tem vindo a provar que grande parte dos “day trades” pensa que sabe mais que resto do mercado, estão enganados. Não é por ter bons lucros seguidos que se é um bom investidor. A queda será maior, pois, o que fazem é jogar com o mercado, pois acreditam que o conhecem e dominam.

Bitcoin e criptomoedas são um mercado novo e emergente, não interessa o que se fala e quem fala sobre o tema. O que interessa é o que dizem os números e a própria indústria. As pessoas devem investir tempo na sua educação em vez de ir atrás de A, B ou C para lhes dizer porquê que a Bitcoin é um bom ou mau investimento ou qual a melhor moeda para investir que o vai fazer milionário.

A indústria das criptomoedas e principalmente a Bitcoin, vierem para revolucionar o que pensamos sobre dinheiro e corromper barreiras muito enraizadas no nosso sistema existente. Aprenda, leia, pesquise, informe-se porque esta industria é muito mais do que lucros imediatos e especulação.

Pode ser a indústria que nos vai permitir a ter um futuro melhor, mais equilibrado e menos centralizado por governos, bancos e instituições que não pensam em si.

Quando aprender sobre algumas moedas que esta industria tem e para que servem, vai perceber as escolhas que pode fazer, se opta pela sua liberdade e da sua família, ou se prefere continuar num sistema quebrado e que não foi feito a pensar em si.

Estas perspetivas são medidas e baseadas em factos, com riscos claramente indicados, ao invés de ser um promotor constante. O poder da Bitcoin vem em parte do entusiasmo dos seus apoiantes, mas também há espaço para análises independentes sobre o seu potencial e análises de risco.


Aviso Legal:

Esta informação não deve ser interpretada como um endosso de criptomoedas ou qualquer serviço, ou oferta específica. Não é uma recomendação para negociar. Criptomoedas são especulativas, complexas e envolvem riscos significativos – são altamente voláteis e sensíveis. Investimentos são imprevisíveis e o desempenho do passado não é garantia para futuros ganhos. Considere fazer as suas próprias pesquisas e obtenha o seu próprio juízo de valor antes de confiar nessa informação.

Isto não é conselho para investimento, CryptoPedro não é consultor financeiro. São simplesmente as próprias opiniões, como tal, isto não deve ser tratado como conselho financeiro, de negociação ou de investimento.

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